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Novo Código Disciplinar do Taxista deverá proibir carros velhos na praça carioca

Secretário diz que tarifa não pode ser a mesma cobrada para um Corsa e para um Cobalt

Carros melhores na praça e motoristas qualificados. Estes são dois pontos que norteiam a elaboração do novo Código Disciplinar do Taxista em pauta na Secretaria municipal de Transportes do Rio de Janeiro. O secretário Carlos Roberto Osório adianta que a nova norma deve priorizar carros novos e modernos, além do preparo do taxista.

Osório lembra que o Código foi elaborado na década de 70, quando o táxi era um fusca equipado com uma cordinha para fechar a porta:

“Hoje vocês vem os automóveis modernos. Mas antes era uma cordinha azul de náilon que fechava a porta do fusca. Nosso Código ficou estacionado no mundo de 1970. Estamos atualizando. Já temos uma primeira versão, com técnicos experientes que me apresentaram a minuta do novo Código. Vou estudar e voltar a discutir. Depois, vamos levar ao prefeito para publicar. É nossa meta”.

O secretário disse que pretende incluir no novo Código Disciplinar a regulamentação para viagens a outros municípios, além da taxa de retorno. O tipo de veículo a ser utilizado no serviço de táxi do Rio de Janeiro, bem como o valor da tarifa, são temas constantes no novo Código:

“Temos coisas no Rio de Janeiro que não fazem mais sentido, como o tipo de veículo e o mínimo de qualidade exigido. Vamos discutir taxímetro, bigorrilho e tarifa. Como fazer para a melhoria da qualidade do taxista. Quais os incentivos para continuamente qualificar este profissional para termos a cobrança de uma tarifa adequada. Outro ponto é o veículo. Não acho razoável que um corsinha 1.0 tenha a mesma tarifa de um Cobalt. Talvez não seja razoável a gente ter um corsinha na praça. Talvez a gente tenha que criar algumas regras que balizem – no mínimo isso e no máximo isso. Se quiserem uma Mercedes na Praça, a gente bota. Mas temos que estabelecer o mínimo – bagageiro com tantos litros distância entre bancos, enfim, o mínimo de padronização. Hoje para entrar na praça basta ter quatro portas e andar para frente e para trás”, exclamou o secretário.

Osório acena com um possível incentivo para um programa de renovação da frota de táxi do Rio de Janeiro:

“O negócio de vocês, coletivamente, tem muito valor. Vamos aproveitar e fazer algumas parcerias para ter mídia exterior no táxi? Se nós tivermos um programa de renovação de frota teremos filas de bancos na nossa porta querendo oferecer melhores condições”.

A estrutura da SMTR também preocupa Osório. Para ele, ela é muito menor do que deveria ser. Ele pensa em informatizar todo o serviço:

“Os prefeitos anteriores não compreenderam a importância estratégica da secretaria e temos um sistema informatizado ultrapassado. Nós não nos modernizamos ao longo dos anos. Estamos absolutamente cientes que a qualidade de nossos serviços não é boa. Pode melhorar. Hoje temos oito ou nove pontos de atendimento. Abrimos mais de 60% de todos os processos da Prefeitura, relativos a fretamento, complementar, ônibus, escolar, e nossos sistemas não acompanharam a evolução. Vamos ter que reformar todo o sistema. Acho isso fundamental. Não é para este ano. Vamos precisar de um ano e um ano e meio”, disse.

O secretário concluiu seu discurso durante a cerimônia de abertura da Expotáxi/RJ reconhecendo que é hora de reajustar a tarifa. Alegou que o quadro atual de protestos e a consequente redução da tarifa de ônibus do município prejudicaram o anúncio.