O Brasil enfrenta a falta de água. Situação inimaginável há poucos anos. Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo passam a viver o que antes só era percebido pelos sulistas como um fenômeno natural tipicamente nordestino. A seca.
Talvez a situação fosse bem diferente se houvesse um controle maior do desmatamento da floresta amazônica. A falta de políticas públicas para o setor também está relacionada ao fenômeno que mais preocupa a nação neste momento.
Estamos prestes a enfrentar ondas de calor cada vez mais crescentes. E escassez de água. No Rio de Janeiro, a população ainda não se deu conta do problema. É comum vermos desperdício em lavagens de automóveis, de calçadas, ou mesmo torneiras abertas sem o menor controle de gastos.
A importância da água só é sentida no momento de sua falta.
Nem seria preciso laudos científicos. Qualquer pessoa experiente nota a mudança na rotina climática no Rio de Janeiro. A umidade da Amazônia era constantemente transportada pelos ventos que chegavam ao Sul. De acordo com as estatísticas de organizações não governamentais, 20% das árvores da região já não existem mais. Deram lugar à criação de gado ou à exploração da madeira. Atividades mais lucrativas para os seus executores.
Lucro para uns, prejuízo para muitos. O desequilíbrio provocado pela atividade humana na mata amazônica pode ter consequências ainda piores do que piscinas vazias. O desmatamento não é um problema exclusivo do Norte do País. Afeta todos os Estados. Inclusive alguns países vizinhos.
Em um final de 2014 em que discutimos a organização do Brasil, pouco se falou em políticas públicas contra o desmatamento. E o prejuízo é tão grande que sua reversão está longe de acontecer. Notícias de rios como o São Francisco, com baixo volume de água, ou mesmo sobre a sua nascente, seca, deveriam acionar o alerta máximo das autoridades políticas.
Sem água não podemos viver. Principalmente nós, brasileiros, campeões no uso do líquido precioso. Mas, se falta água na superfície, o subsolo está rico. O aquífero guarani poderia ser uma solução para a crise de abastecimento. São um milhão e duzentos mil quilômetros de área, com capacidade para abastecer a população brasileira por 2500 anos.
A solução para a crise de água passa pela decisão política. Também é preciso evitar o exagero no consumo. Economizar ao lavar caros, usar a vasoura para limpar calçadas, diminuir desperdícios, também são ações fundamentais que precisam fazer parte dos hábitos do brasileiro, tanto como tomar banho diariamente.
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